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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Gaia: Encontrados vestígios de fortificação portuária romana


No Parque Biológico de Gaia, e tal como noticiado,  «Os especialistas escavaram numa área no alto do parque do Castelo (na cota mais alta do cabeço) e na praia de Favaios, junto ao Douro», já sendo «possível confirmar que, de facto, existiu uma construção (uma espécie de fortificação romana) no alto do Castelo que teria como função o controlo das travessias do Douro. Certo é que esta campanha (à qual deverão seguir-se outras) prova a importância e o valor da estação arqueológica do Castelo de Crestuma na história do Vale do Douro nos períodos tardo-romano e altimediévico até à Idade Média.».
Ainda segundo o mesmo diário, «Os alinhamentos de construções, descobertos no subsolo do Parque do Castelo, continuarão à vista. Para que os utentes possam compreender as descobertas, será colocada informação que incluirá uma planta muito sumária do núcleo de construções que terá existido naquele local» in JN

De notar que o local era já tido em anos anteriores (e desde a sua aquisição por parte da autarquia há 10 anos) alvo de atenção por parte dos arqueólogos responsáveis, tal como registado em entrevista pelos mesmos ao Público em 2009: «"Era uma antiga quinta, de particulares, abandonada há décadas, mas nos tempos históricos terá tido um castelo e um mosteiro medievais", afirmou Nuno Gomes Oliveira. Antes disso, na época romana, a zona terá sido "um entreposto que recebia barcos de Roma e da Grécia, trazendo cerâmica".»

Fica igualmente a sugestão de o visitar, por motivos arqueológicos e não só! (fauna, flora, actividades diversas, exposições, percursos pedonais, etc)
Poderá ser consultada uma brochura que já mencionava o interesse arqueológico do sítio, bem como todas as informações disponiveis no site oficial do parque.


terça-feira, 10 de agosto de 2010

O maior depósito de marfim do país descoberto em Reguengos de Monsaraz

 
Tal como noticiado recentemente por diversos meios de comunicação, mais um interessante achado arqueológico:

«Numerosas peças arqueológicas, de um realismo inédito e com 5500 anos, foram encontradas no Complexo dos Perdigões, em Reguengos de Monsaraz» in Publico

«"O marfim pode ser de um cachalote que tivesse dado à costa há cerca de cinco mil anos, mas muito provavelmente será de elefante e, aí, temos três possibilidades em aberto". [...]
O estudo destes materiais permitiu, recentemente, saber que 300 dos objectos, de dois sepulcros existentes na necrópole, são em marfim, o que faz dos Perdigões o sítio em Portugal com o maior depósito daquela matéria-prima. [...]
A variedade dos objectos em marfim, alguns expostos na Herdade do Esporão, é também «grande», disse, exemplificando com bainhas de punhal, báculos (símbolos de poder), ídolos ou minúsculas estatuetas que representam animais como o coelho, veado, bovino e até aves. [...]
"As estatuetas revelam um grande realismo e um domínio da técnica da escultura já muito apreciável, o que é surpreendente, numa época em que a arte se expressava de forma esquemática"» in SOL

Além de diversos indícios de «uma grande organização social e logística, [...]  o complexo circular e com 500 metros de diâmetro está construído "com uma orientação astrológica e cosmológica". As portas, localizadas a nordeste e a sudeste, coincidem com os solstícios de Verão e de Inverno.[...]
Um povoado ou um meeting point, parecido com o Stonehenge inglês? A resposta não é consensual, mas uma coisa é certa: o espaço reuniu muita gente, com conhecimentos astronómicos e técnicos avançados, e poderá ter funcionado como ponto de passagem para o comércio do marfim entre a Península Ibérica e o Norte de África. [...]
A Era Arqueologia e a Esporão, empresa de vinhos que adquiriu a Herdade dos Perdigões em 1996, querem tirar partido do potencial cultural do complexo, promovendo visitas guiadas aos locais das escavações [...]
A ideia é criar um "pacote" que inclua turismo, gastronomia e vinhos, tirando partido dos empreendimentos turísticos em construção na zona do Alqueva» in Publico

Apesar de tal noticiado recentemente, de notar que o local é já objecto de escavações arqueológicas desde 1996,  onde se foi tornando clara a existência de diversos espaços entre os quais uma necrópole e um recinto cerimonial megalítico situado no exterior do recinto, a que foi dado precisamente o nome  de “Complexo Arqueológico dos Perdigões”.

Para informações mais detalhadas e fotos adicionais do sítio e objectos, poderão igualmente ser consultadas as páginas da ERA Arqueologia e Herdade do Esporão , onde é também noticiado neste último estar «em curso o processo de classificação do Complexo Arqueológico dos Perdigões como Monumento Nacional.»

Atendendo à riqueza dos achados e do sítio, não admirará que dentro dos próximos anos as surpresas não fiquem por aqui...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

UNESCO adiciona novos locais à lista de Património Cultural Mundial



Esteve a decorrer em Brasília a 34ª Sessão do Comité do Património Mundial da UNESCO desde 23 Julho até hoje dia 3 de Agosto.

Foram analisados um total de 39 sítios candidatos para inclusão na Lista de Património Cultural e Natural Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura.

Foi também analisado o «estado de conservação de 147 sítios do Património Mundial, incluindo 31 sítios inscritos na Lista do Património Mundial em Perigo e outros 36 que atualmente causam sérias preocupações».

Dos 39 novos candidatos, foram incluidos um total de 21 novos sítios como sendo de reconhecido interesse.

Foram feitas igualmente extensões a 8 sítios já reconhecidos, dos quais e no que diz respeito a Portugal,  mais concretamente em relação às pinturas rupestres de Foz Côa, foi a mesma extendida ao lado espanhol (Siega Verde).

Aqui fica a sugestão de clicar em cada um dos sítios e apreciar as imagens dos mesmos

terça-feira, 1 de junho de 2010

Macau e Coimbra: achados arqueológicos em destaque


Macau: Arqueólogos descobrem vestígios da dinastia Qing
«Uma equipa de arqueólogos chineses descobriu em Macau, junto às ruínas de São Paulo, uma troço da antiga muralha da cidade, que julgam datar da dinastia Ming (1368-1644), e objetos da dinastia Qing (1644-1912).
As escavações iniciaram-se a 10 de abril nas imediações das ruínas de São Paulo numa área de 735 metros quadrados, onde foram demolidos, em março, dois edifícios da Administração, no âmbito do Plano Geral Urbano para aquela área da cidade, que o Governo pretende transformar numa «zona cultural e arqueológica».
Em cerca de dois meses de trabalhos, a equipa do Instituto de Arqueologia da Academia Chinesa de Ciências Sociais, convidada pelo Instituto Cultural de Macau, anunciou ter descoberto um troço da antiga muralha da cidade, próximo da Fortaleza do Monte, e relíquias da dinastia Qing, como objetos de cerâmica, ladrilhos, telhas, conchas e balas de canhão em pedra.»

«O grupo considera que a zona das Ruínas de S. Paulo é “o eixo central do Centro Histórico de Macau e também o centro da indústria da cultura e do turismo, e o berço da cultura e da história de Macau, pelo que toda a sua zona paisagística terá um papel difusor e catalítico nos pontos turístico-culturais e mesmo na vertente económica das imediações e mesmo de toda Macau”.» in PontoFinal.Macau



Coimbra: Arqueólogos descobrem fonte histórica no Jardim Botânico
"Um grupo de arqueólogos “descobriu” esta semana no Jardim Botânico de Coimbra uma fonte que, embora se soubesse da sua existência, estava “escondida” debaixo de muita vegetação na mata do jardim.
[...]
«O mais interessante é que foi encontrada uma mina, uma espécie de galeria, que vai dar à fonte, em frente à Rua da Alegria» explicou a directora do Jardim Botânico, falando numa «infra-estrutura antiga, com azulejos muito antigos», mas confessando que se desconhece, por enquanto, qual a data da sua construção ou muitos mais pormenores sobre esta estrutura, que teria uma importância considerável, na altura em que foi construída, para o abastecimento de água." in Diario de Coimbra